domingo, 17 de abril de 2016

Bela obra




Consórcio TIDP é o novo responsável pelas obras do monotrilho da Linha 17-Ouro de São Paulo
Grupo, que já é responsável por outro trecho da construção, deverá concluir as estações Campo Belo, Vila Cordeiro e Chucri Zaidan
Luísa Cortés, do Portal PINIweb
15/Abril/2016


O Metrô divulgou na semana passada a contratação do consórcio TIDP para a finalização das obras do Lote 2 do monotrilho da Linha 17-Ouro, em São Paulo. O grupo é formado pelas empresas Tiisa – Infraestrutura e Investimentos S/A e DP Barros Pavimentação e Construção Ltda.


As obras pelas quais o consórcio foi contratado dizem respeito às estações Campo Belo (integrada à Linha 5-Lilás do Metrô), Vila Cordeiro e Chucri Zaidan. O contrato foi orçado em R$ 74 milhões e é direcionado às obras civil bruta, de acabamento, comunicação visual, hidráulica e paisagismo das três estações. Os trabalhos devem ter início ainda no primeiro semestre de 2016.

Quando concluídas, as três estações deverão receber cerca de 80 mil passageiros por dia. A previsão, segundo o Metrô, é de que elas sejam entregues à população 17 meses após a assinatura do contrato. O mesmo consórcio já é responsável pelas obras das estações Vereador José Diniz, Brooklin Paulista, Jardim Aeroporto e Congonhas, localizadas na mesma linha.

Em agosto do ano passado, o Governo do Estado de São Paulo já havia decidido por “congelar” as obras de um trecho da Linha 17-Ouro por falta de recursos. Em outubro, o Tribunal de Contas da União (TCU) declarou, em relatório, que o projeto licitatório de tais obras foi realizado sem projeto básico e orçamento. Em janeiro deste ano, novos trechos da linha voltaram a ser paralisados e, duas semanas depois, o contrato com o antigo consórcio foi rescindido sob a justificativa de abandono das obras.

domingo, 10 de abril de 2016

Todos precisam de teto para viver



Moradia popular
MCMV 3 é lançado com atraso e meta reduzida
Governo Federal pretende contratar 2 milhões de unidades até 2018, ao contrário das 3 milhões de unidades prometidas durante campanha




Circe Bonatelli*
29/Março/2016

Conjunto entregue neste mês em Luziânia (GO). Nova etapa do MCMV exigirá número mínimo de árvores





A terceira etapa do programa Minha Casa Minha Vida (MCMV) foi lançada nesta quarta-feira (30), em cerimônia no Palácio do Planalto, em Brasília. O Ministério das Cidades confirmou a meta de contratar nesta etapa 2 milhões de unidades até dezembro de 2018, ao contrário da meta de 3 milhões de unidades anunciada pela presidente Dilma Rousseff durante a campanha eleitoral.

O investimento nesta fase atingirá cerca de R$ 210,6 bilhões, dos quais R$ 41,2 bilhões são do Orçamento Geral da União, segundo informações divulgadas pelo ministério.

O lançamento oficial do MCMV 3 estava previsto para o ano passado. No entanto, foi postergado diversas vezes devido à falta de recursos públicos e à demora na definição dos valores, subsídios e características técnicas dos novos projetos.

A principal novidade desta etapa foi a criação de uma nova modalidade de atendimento, a faixa 1,5. Esta modalidade atenderá famílias com renda intermediária entre as faixas 1 e 2 do programa, ou seja, aquelas famílias que ganham até R$ 2.350 por mês. A nova faixa terá subsídios de até R$ 45 mil, para imóveis até R$ 135 mil, de acordo com a localidade e a renda, além de financiamento com juros anuais de 5%. 

As faixas já existentes no programa tiveram seus limites de renda mensal ampliadas, atendendo a reivindicações de empresários do setor de construção. O teto da faixa 1 passou de R$ 1.600 para 1.800; na faixa 2 de R$ 3.275 para R$ 3.600; e na faixa 3 de R$ 5.000 para R$ 6.500.

Nesta etapa, também foram atualizados os valores máximos para as unidades habitacionais, já considerando o aumento dos custos da construção, atualização monetária e diferenciações regionais. O valor máximo das unidades na faixa 1 passou de R$ 76 mil para R$ 96 mil. Nas faixas 2 e 3 o teto foi de R$ 190 mil para R$ 225 mil. Na faixa 1,5, o imóvel custará até R$ 135 mil.

Por outro lado, serão exigidas contrapartidas dos projetos. Na faixa 1, a área mínima dos apartamentos passará de 39 m² para 41 m², mesmo parâmetro para as casas que não possuírem área de serviço externa. Em todas as faixas serão incorporados mais itens de sustentabilidade, como aeradores de torneira, válvulas de descarga com acionamento duplo, sensores de presença para a iluminação de áreas comuns, bombas de água com certificação Procel e sistemas alternativos ao de aquecimento solar.

No campo paisagístico, a arborização passará a ser obrigatória. Na faixa 1 está previsto o plantio de uma árvore para cada cinco unidades nos conjuntos de apartamentos e uma árvore para cada duas unidades nos conjuntos de casas.

Instruções normativas
As instruções normativas (INs) do Ministério das Cidades que servirão de base para as faixas 1 e 1,5 foram assinadas no evento de lançamento da terceira fase do programa e devem ser publicadas no Diário Oficial da União nos próximos dias, de acordo com informações da pasta. As INs referentes às faixas 2 e 3 foram publicadas no dia 15 de dezembro do ano passado.

*Nota atualizada em 30 de março.

segunda-feira, 14 de março de 2016

Renovação



Retrofits transformam edifícios em estado de abandono em depósitos de armazenamento
Cronograma exíguo e necessidade de garantir espaços amplos aproveitando a estrutura existente foram alguns desafios superados durante as obras
Juliana Nakamura
Edição 227 - Fevereiro/2016




Nos fechamentos internos dos boxes foram utilizados painéis metálicos equipados com portas de enrolar



Pujante nos Estados Unidos, onde movimenta anualmente cerca de US$ 24 bilhões, o segmento de self storage - locação de boxes para armazenagem de bens - começa a ganhar corpo no Brasil com a inauguração de novos depósitos em diferentes localidades. Em São Paulo, onde o potencial de demanda por espaço para armazenamento de objetos é crescente, multiplicam-se as empresas interessadas em explorar esse mercado. Uma delas, a GoodStorage, vem estruturando o seu negócio a partir da recuperação de edifícios antigos em áreas estratégicas da cidade. No último ano, a empresa inaugurou três unidades em avenidas movimentadas, todas elas em edifícios submetidos a retrofits. As obras exigiram a demolição das alvenarias e de lajes para liberar espaço, o reforço de estruturas existentes e a construção de novos pavimentos para acomodar os boxes.

Em todos esses casos, a maior demanda foi garantir espaços iluminados, salubres e com segurança. 'Diferente de um depósito, uma empresa de self storage tem clientes que frequentam o local e precisam se sentir seguros para deixar os seus bens ali', conta o arquiteto da GoodStorage, Luis Claudio Alves Cesar. Segundo ele, as demandas de instalações costumam ser simples nesse tipo de edificação. 'O fundamental é garantir condições para favorecer a interação entre clientes e funcionários. Outras exigências são elevadores com grande capacidade de carga no caso de construções verticalizadas, sanitários e áreas adequadas para carga e descarga', comenta Cesar.

De modo geral, os projetos de self storage preveem corredores dispostos como anéis para favorecer a circulação dos clientes em cada pavimento. Outra particularidade desse tipo de edificação é evitar grandes renovações do volume de ar. 'Como os imóveis são localizados em avenidas de grande circulação, buscamos evitar o excesso da troca de ar para minimizar o acúmulo de poluentes no interior dos boxes', explica o arquiteto da GoodStorage. Nas três unidades reformadas em São Paulo, aberturas na fachada protegidas e estrategicamente posicionadas são suficientes para garantir o conforto ambiental necessário.

RESUMO DA OBRA
Retrofits GoodStorage
Localização: São Paulo
Ano: 2015
Projeto de arquitetura: GoodStorage
Construtora: Citycon Engenharia
Estrutura metálica: Thólos Engenharia/RM Estrutura
Instalações elétricas, hidráulicas e de combate a incêndios: Novatec
Boxes de armazenamento e vedação externa: Ananda Metais
Drywall: Opção Gessos
Elevadores: Alfa Elevadores

segunda-feira, 7 de março de 2016

manutenção e cuidados



Veja os cuidados de projeto e execução de impermeabilização de piscinas e reservatórios
Projeto detalhado e escolha de produto adequado para cada tipo de obra é indispensável para garantir desempenho e ausência de vazamentos futuros
Gisele Cichinelli
Edição 227 - Fevereiro/2016









Contar com um bom projeto, produtos adequados e execução correta é fundamental para garantir a estanqueidade de piscinas e reservatórios, evitando vazamentos e a consequente degradação da estrutura de concreto. Ao contrário de outras áreas molhadas e laváveis, essas estruturas estão em contato constante com a água e sujeitas a pressões d'água relativamente fortes, exigindo o uso de sistemas de impermeabilização mais resistentes e detalhes de projeto mais cuidadosos.




Projeto detalhado e escolha do produto adequado para cada tipo de obra são práticas indispensáveis para garantir desempenho e ausência de vazamentos futuros em piscinas e reservatórios


Como a camada impermeabilizante deve acompanhar as acomodações das estruturas, os cuidados devem começar ainda na concepção estrutural. Embora não interfira diretamente na impermeabilização, a pressão hidrostática exercida na estrutura deve ser considerada nessa etapa a fim de evitar a ocorrência de fissuras do concreto e da alvenaria e futuros danos ao impermeabilizante aplicado. 'Qualquer pressão que provoque esforço e deformação nessas estruturas pode causar o rompimento da impermeabilização, que não conseguirá absorver os impactos dessas movimentações', observa o projetista Sérgio Pousa, da Proiso, empresa especializada em projetos de impermeabilização. No caso de estruturas enterradas, vale lembrar que a impermeabilização deve protegê-las também da ação da umidade do solo.

A especificação da solução mais adequada, capaz de atender às influências térmicas e mecânicas de cada estrutura, é outro detalhe que deve ser considerado em projeto. No mercado, há uma gama de produtos para essa finalidade, mas a escolha dever ser feita levando em conta todas as interferências possíveis (tais como pressão hidrostática, deformações e movimentações) a que estarão sujeitas as piscinas e os reservatórios, além dos custos e da vida útil de cada sistema. 'Muitas construtoras querem impermeabilizar essas áreas apenas com aplicação de uma camada de manta asfáltica aplicada com maçarico. Essa solução até funciona, mas é a mais simples de todas e apresenta a menor vida útil', conta Pousa.


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