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quinta-feira, 31 de maio de 2018

Precisamos de ferrovias


Tecnologia a favor da segurança nas estradas

Cyro Buonavoglia

12 de Abril de 2018 às 00:04

Cyro Buonavoglia é presidente do Grupo Buonny







Estamos em um novo patamar no mercado de transporte rodoviário de cargas no Brasil. Depois de anos muito críticos, hoje vemos um novo cenário, em função da tecnologia, cada vez mais surpreendente, além de movimentações como a regulamentação do setor, em função do marco regulatório no transporte de cargas, que tem como objetivo definir regras claras e aprimorar as normas para o segmento, ao mesmo tempo em que dificulta a atuação de empresas e caminhoneiros envolvidos em roubo de cargas.

Porém, mesmo com um olhar otimista para o futuro, não podemos deixar de olhar para o passado e presente, pois assim conseguimos fazer uma análise correta sobre a crescente importância do gerenciamento de riscos em um país com índices alarmantes de roubos e furtos de cargas.

Ao analisarmos o mercado, vemos que fatores como a crises política, a deficiência de nossas leis, desemprego, falta de ações ostensivas dos órgãos de segurança pública dentre outros influenciam no constante aumento de eventos envolvendo roubos de cargas nos transportes rodoviários. Inclusive, estudos apontam o Brasil entre os países mais perigosos do mundo para o transporte de cargas.

Dessa forma, a tecnologia é necessária e indispensável para o gerenciamento de riscos, pois por meio dela são geradas informações em tempo real que visam à segurança do motorista e da carga.

Ao aplicarmos o GR exclusivamente ao transporte de cargas, criamos um processo, que envolve toda a cadeia de movimentação, transporte, distribuição e armazenamento de cargas. São vários os procedimentos e normas que podem ser implementadas e definidas para um gerenciamento eficaz.

Para isso são elaborados planos de gerenciamento de riscos de acordo com cada operação (por meio de análises situacionais, nas unidades do cliente) com ações de segurança nas estradas, perfis de condutores (baseados nos tipos de cargas, valores, rotas etc.), planejamento de viagens com locais próprios para paradas eventuais e/ou pernoites, homologação de postos, comitês de riscos periódicos com seguradoras, corretoras e empresas de tecnologia, propondo, implantando e monitorando ações de melhorias focadas na segurança dos processos, entre outras ações.

O constante aprimoramento dos processos, normas e procedimentos, aliados aos avanços tecnológicos são essenciais para manter o padrão de qualidade do gerenciamento de riscos. Entretanto, o investimento no capital humano é imprescindível para que todas essas ferramentas funcionem de forma harmônica para alcançar a excelência nos resultados.

Tendências de GR

Hoje e já para os próximos meses, existem várias ferramentas modernas que tornam o GR ainda mais eficiente. Entre elas está o uso do Big Data, ou seja, é possível ter um banco de dados extremamente potente, que permite mapeamento estratégico de áreas de risco, confecção de rotogramas, normatização das regras de GR, capacitação e gestão de pessoas.

Cito ainda o aumento do controle da frota e gestão das entregas, por meio de app de Monitoramento de carga via mobile, para veículos que não possuem equipamento de rastreamento instalado. Isso já vem acontecendo e se tornará ainda mais usual futuramente.

Outra tendência é a utilização de drones para análise situacional das operações, homologação de postos de combustíveis e pontos de descanso para motoristas e auxílio na recuperação de cargas. Cada vez mais veremos esses equipamentos trabalhando a favor da segurança nas estradas.

Nosso olhar é muito otimista para o futuro, pois com todas essas ferramentas e a força que o GR vem ganhando ultimamente, combateremos de forma estratégica e eficiente roubos e furtos de cargas em todo o Brasil.








terça-feira, 14 de junho de 2016

Construção civil e gerenciamento de riscos



Gerenciamento de riscos
Aldo Dórea Mattos 





Um empreendimento de construção é, por suas características, um ambiente propício à ocorrência de riscos das mais variadas espécies. A adoção de premissas no orçamento e no planejamento, a flutuação de preço dos insumos, a variabilidade das produtividades, a dependência de terceiros (fornecedores, subempreiteiros, projetistas) e a disponibilidade de recursos financeiros são apenas alguns dos riscos que o construtor pode encontrar.

Por esta razão, é necessário que a empresa faça uma permanente gestão dos riscos, identificando-os em tempo hábil, avaliando seu grau de severidade e tomando as medidas necessárias para combatê-los (se os riscos forem negativos) ou aproveitá-los (se forem positivos).

Mas um risco pode ser positivo? Sim, pode. Por definição, risco é qualquer evento que possa ocorrer sob a forma de ameaça ou de oportunidade e que, caso se concretize, influencia o objetivo do projeto negativamente ou positivamente. Há muitas outras definições, mas todas elas versam sobre a mesma ideia de incerteza, eventualidade e impacto (positivo ou negativo) sobre o resultado.

O gerenciamento dos riscos envolve todo o processo de identificação, análise qualitativa e quantitativa, plano de resposta e monitoramento dos riscos. O gerenciamento dos riscos, numa perspectiva empresarial, reveste-se de grande relevância, porque permite à equipe gestora do empreendimento implementar uma cultura de controle, com mecanismos de ação eficazes.


 Identificação dos riscos

A etapa de identificação dos riscos se realiza quando a equipe da obra - veja que eu disse equipe em vez de indivíduo - elenca os diversos eventos que poderão ocorrer, trazendo impacto sobre alguma dimensão do empreendimento: custo, tempo, qualidade, escopo.

A melhor maneira de proceder é através do estabelecimento de categorias de risco. As categorias ajudam a direcionar o raciocínio na hora de listar os riscos. Para uma obra típica, mostramos abaixo uma possível lista de riscos (reduzida, com apenas uns poucos riscos negativos):




Análise dos riscos
 
Uma maneira indicada de se analisar os riscos é através da matriz probabilidade e impacto. Na etapa de análise, deve-se tomar cada um dos riscos listados e avaliar a probabilidade de ele ocorrer e o impacto que ele traz ao empreendimento. Somente avaliando essas duas grandezas é que o gestor pode ter uma noção clara da severidade de cada risco.

Um risco de grande impacto e probabilidade baixa, como um terremoto, pode não ser tão relevante para fazer o gestor tomar providências de peso; já um risco de médio impacto e de probabilidade alta, como a flutuação de preço de insumos, demanda uma atenção maior da equipe de gestão da obra.

Para que a atribuição do grau de impacto não seja arbitrária, recomendamos a adoção de uma escala baseada em critérios objetivos, como a sugerida abaixo.


Desta forma, a matriz de probabilidade e impacto fica sendo a seguinte:

 Resposta aos riscos

A priorização derivada da matriz de probabilidade e impacto serve de norte para a equipe gestora definir as medidas mais eficientes para lidar com os riscos. Basicamente, pode-se tomar medida visando a 4 resultados:

a) Eliminar o risco - a medida faz o risco desaparecer. Ex: pode-se eliminar o risco cambial optando por utilizar apenas produtos nacionais;

b) Mitigar o risco - a medida atenua o risco, isto é, reduz a probabilidade ou o impacto, tornando-o um risco menor. Ex: intensificar o treinamento das equipes de campo, alugar um gerador de reserva;

c) Transferir o risco - consiste em tornar outra pessoa ou organização responsável pelo risco. Ex: contratar um seguro de responsabilidade civil;

d) Aceitar o risco - consiste em aguardar o evento acontecer para então tomar alguma medida. Ex: não alugar gerador de reserva, deixando para tomar providências quando o problema ocorrer.


Monitoramento dos riscos
Como as incertezas são muitas e o cenário da obra é mutável com o passar o tempo e a evolução dos serviços, a lista de riscos deve ser continuamente revista. Novos riscos são incluídos e outros são retirados.


 http://blogs.pini.com.br/posts/Engenharia-custos/gerenciamento-de-riscos-371243-1.aspx
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