quarta-feira, 28 de setembro de 2016

Terceirização de serviços



SERVIÇOS TERCEIRIZADOS.  TEMPOS DE CRISE, TEMPOS DE ECONOMIA


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domingo, 18 de setembro de 2016

Brasil em movimento



DNIT define local em que será construída a segunda ponte entre o Brasil e Paraguai
Estrutura ficará entre Porto Murtinho, no Mato Grosso do Sul, e a cidade paraguaia Carmelo Peralta. Estudos já foram encomendados
Luísa Cortés, do Portal PINIweb
14/Setembro/2016


O Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (DNIT) realizou na última sexta-feira (9) uma visita técnica em Porto Murtinho, no Mato Grosso do Sul, com o objetivo de encontrar um local adequado para a construção da ponte rodoviária internacional Rio Paraguai. Essa será a segunda ponte entre o Brasil e o Paraguai, ligando a cidade sul-mato-grossense à paraguaia Carmelo Peralta.

DNIT define local em que será construída a segunda ponte entre o Brasil e Paraguai


Divulgação: DNIT

Após a definição do melhor local para a implementação da ponte, as autoridades realizarão estudos para a concepção do trajeto. O acordo para o início do projeto de construção foi assinado no dia 8 de julho entre o DNIT e o Ministério de Obras Públicas e Comunicações, do lado paraguaio. Na época, porém, a localização cogitada era outra. 

Além disso, o DNIT/MS realizou naquele mês um seminário para a discussão da implementação da Rota Oceânica, em que foi apresentado um estudo com três propostas de traçado da ponte.

A construção da ponte faz parte da implementação do Corredor Rodoviário Bioceânico Porto Murtinho-Portos do Norte do Chile, que une países como Brasil, Paraguai, Argentina e Chile. A expectativa é de que, com o corredor, os caminhões levem em média três dias para percorrer os 1.800 km entre Porto Murtinho e os Portos do Norte do Chile. Hoje, os produtos brasileiros têm de ser exportados pelo Porto de Santos, que está com a sua capacidade de operação quase saturada.

A previsão inicial para a operação do projeto é de 2021 e, com ele, espera-se que o prazo para importação e exportação de produtos para Ásia e Oceania diminua em até 14 dias.

Empresa italiana investe US$ 110 milhões em usina solar na Bahia
Quando concluído, empreendimento terá capacidade de gerar mais de 220 GWh por ano, o que atende ao consumo de mais de 108 mil residências
Luísa Cortés, do Portal PINIweb
15/Setembro/2016

 
A empresa italiana Enel, por meio da sua subsidiária em energias renováveis Enel Green Power Brasil (EGBC), iniciou na última terça-feira (13) a construção da planta solar Horizonte, em Tabocas do Brejo Velho, na Bahia. O investimento é de 110 milhões de dólares.

Com capacidade instalada de 103 MW, a planta poderá gerar mais de 220 GWh por ano quando concluída, o que deve atender, segundo a empresa, à necessidade de mais de 108 mil lares e evitar a emissão de cerca de 129 mil toneladas de CO2 na atmosfera. A previsão é de que as operações se iniciem no segundo semestre de 2017.

Os contratos de 20 anos de fornecimento de energia preveem a venda da energia gerada para a Câmara de Comercialização de Energia Elétrica (CCEE).

O projeto foi concedido junto ao parque solar Lapa (com capacidade para 158 MW) e o de Nova Olinda (com 292 MW). O grupo também está construindo outros dois projetos de energia solar na Bahia: Ituverava (254 MW) e Lapa (158 MW).

O grupo italiano também tem investido na geração de energia por meio de usinas hidrelétricas e eólicas no Brasil.

terça-feira, 30 de agosto de 2016

Impermeabilização

Impermeabilização de coberturas exige avaliação preliminar da estrutura
Projetista deve levar em consideração aspectos como movimentação estrutural, geometria do local e intensidade de tráfego de pessoas e veículos

Texto: Gabriel Bonafé, portal PINI WEB
Os impermeabilizantes flexíveis são a escolha mais indicada (Volodymyr Plysiuk/ Shutterstock.com)


impermeabilização de lajes e coberturas tem como principal objetivo promover a estanqueidade desses elementos e protegê-los contra a ação da água e da umidade. Para que esse desempenho seja garantido, é necessário especificar os impermeabilizantes de acordo com as características da área em que eles serão aplicados.

Assim, nos casos em que essas estruturas estiverem sujeitas à movimentação, à dilatação e à contração térmica – como ocorre, por exemplo, com as coberturas –, os impermeabilizantes flexíveis são a escolha mais indicada, pois apresentam propriedades elásticas para suportar essas ações. Já os impermeabilizantes rígidos ou “semiflexíveis” (classificação não adotada pelas normas brasileiras) só podem ser utilizados caso o piso da laje esteja em contato com o solo.

Segundo Flávio de Camargo, engenheiro civil e gerente-técnico da Denver Impermeabilizantes, as características do projeto influenciam na escolha do melhor impermeabilizante, como geometria da superfície, intensidade de tráfego no local, exposição a intempéries, entre outros. “Também é necessário avaliar o cronograma de liberação da área, o tempo disponível para secagem ou para interdição da área, interferências pré-instaladas no local, futuras instalações, cota disponível e capacitação da mão de obra para o sistema a ser adotado”, explica.
IMPERMEABILIZAÇÃO DE LAJES
Lajes expostas à circulação de pessoas e carros requerem o dimensionamento de camadas de proteção à impermeabilização. A especificação deve, portanto, considerar a intensidade do tráfego no local, geralmente classificado como leve quando há trânsito de pedestres e elevado nos locais por onde passam veículos automotores.

Também é necessário avaliar o cronograma de liberação da área, o tempo disponível para secagem ou para interdição da área, interferências pré-instaladas no local, futuras instalações, cota disponível e capacitação da mão de obra para o sistema a ser adotado

Flávio de Camargo
Para tráfego leve, deverá ser projetada uma camada separadora e outra camada de proteção mecânica sobre a impermeabilização. “Juntas, elas terão a função de separar os esforços e proteger a impermeabilização tanto durante a execução do piso quanto depois quando estiver movimentando e sendo utilizado”, explica Camargo.

Já em lajes de trânsito elevado, a impermeabilização exige a aplicação de camadas mais reforçadas e espessas, com propriedades de amortecimento, resistência à tração e ao rasgamento para resistir aos efeitos de carga, punção e frenagem.

“Já as lajes não transitáveis não estão sujeitas a tantas solicitações, mas a impermeabilização deve apresentar resistência a intempéries” afirma Eliene Ventura, gerente-técnica da Vedacit.

Em lajes que irão receber vegetações para formação dos chamados telhados verdes, o projeto deve ser apresentar uma camada drenante entre a manta impermeabilizante e as camadas que suportam o substrato da cobertura vegetal. Além disso, é necessário a estruturação de um sistema hidráulico eficiente para captação e drenagem de água utilizada no regadio.
COBERTURAS
Telhados projetados sobre madeiramento ou fechamentos encaixados em estruturas metálicas também podem demandar cuidados com a impermeabilização. Isso porque, com o passar do tempo, as movimentações sofridas pela estrutura podem forçar a infiltração da água em pequenas junções. “No caso do telhado, a calafetação ou a sobreposição das telhas deve estar bem-feita, além de o projeto apresentar caimento para as saídas de água”, alerta Ventura.

No caso do telhado, a calafetação ou a sobreposição das telhas deve estar bem-feita, além de o projeto apresentar caimento para as saídas de água

Eliene Ventura
Caso o projeto esteja muito exposto à umidade, pode ser indicada a impermeabilização do telhado por pintura ou aplicação de resinas, soluções que eliminam a porosidade das telhas e evitam a absorção de água. Outra opção, esta mais recomendada para corrigir problemas de infiltrações, consiste na aplicação de manta asfáltica aluminizada. “Ela é capaz impermeabilizar, além da porosidade, pequenos furos ou trincas”, diz Ventura.
A especificação dos diferentes tipos de tintas e resinas deve considerar a inclinação do telhado, onde caimentos menores requerem soluções mais resistentes, e a mão de obra disponível para aplicação. “Dependendo da situação, pode ser necessário o emprego de manta autoprotegida por grânulos de ardósia, mais espessa e resistente para cobrir pequenos vãos e vazios entre as telhas”, relata Camargo.

Já em estruturas de fechamento, como coberturas metálicas, a impermeabilização é feita nas interfaces de ligamento das peças por meio de selantes de vedação à base de poliuretano ou emprego de faixas com fitas asfálticas autoadesivas.

COLABORAÇÃO TÉCNICA
Eliene Ventura – Gerente do SAC Vedacit. Tecnóloga civil pela faculdade de Tecnologia de São Paulo (FATEC/SP). Fez cursos complementares em construção civil pela Faculdade de Engenharia São Paulo (FESP) e Administração pela Anhembi Morumbi. Realizou trabalhos junto ao Instituto Brasileiro de Impermeabilização (IBI) e normatização junto à Associação Brasileira de Normas Técnicas (ABNT)..
Flávio de Camargo – Engenheiro Civil pela Universidade Paulista (1998) e MBA Executivo pela Escola Superior de Propaganda e Marketing. Com mais de 15 anos de experiência em indústrias de químicas renomadas na fabricação e tecnologia de impermeabilização, é especialista no segmento, tendo atuado como Coordenador e Secretário de importantes normas técnicas brasileiras na ABNT - Comitê Brasileiro de Normas Técnicas de Impermeabilização do CB-22. É gerente técnico da Denver Impermeabilizantes.


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