quinta-feira, 27 de julho de 2017

Obras em São Paulo



DER publica seis editais para obras rodoviárias no estado de São Paulo
Serviços orçados em R$ 16,2 milhões contemplam vias em São Roque, Jandira, Monte Azul Paulista, Amparo, Itapira, Barra do Turvo e Mogi-Guaçu
Gabrielle Vaz, do Portal PINIweb
24/Julho/2017






O Departamento de Estradas de Rodagem (DER) publicou seis novos editais de licitação para obras rodoviárias no estado de São Paulo. As concorrências contemplarão serviços de recuperação de erosões, restauração de aterro, contenção de taludes e projetos executivos para pavimentação de ponte e recapeamento de pistas.



Na SPA 053/280 (Via de Acesso João de Góes), em São Roque, a licitação prevê a elaboração do projeto executivo e serviços de recuperação de taludes e da pista no km 4,8, km 7,5 e km 8,0. O prazo previsto para a conclusão das obras é de seis meses após seu início, com investimento previsto em R$ 920 mil. A abertura das propostas está marcada para o dia 10 de agosto.

Já na SPA 032/280 (Rodovia João de Góes), em Jandira, a concorrência aberta pelo Governo de São Paulo pretende contratar a elaboração de projeto executivo e serviços de contenção de talude no km 0,3. O prazo previsto para conclusão dos serviços orçados em R$ 629,4 mil é de cinco meses após seu início. As propostas serão apresentadas no dia 9 de agosto.

O edital para a SP-322 (Rodovia Armando de Salles Oliveira), em Monte Azul Paulista, vai escolher a empresa responsável pela recuperação do aterro com substituição do tubo de drenagem por galeria no km 417,50. O prazo previsto de conclusão dos serviços é de seis meses após seu início. O custo estimado é de R$ 875,2 mil e as propostas serão conhecidas também no dia 9 de agosto.

A SP-352 (Rodovia Antonio Cazalini), em Amparo e Itapira, por sua vez, receberá serviços de conservação especial e reabilitação da sinalização horizontal do km 133,40 ao km 162,54. A empresa contratada deverá executar os trabalhos em oito meses ao custo de R$ 11,8 milhões. A licitação está programada para 30 de agosto.

A SPA-552/230, em Barra do Turvo, a concorrência é para a elaboração do projeto executivo de uma nova ponte no km 19, com orçamento de R$ 212,3 mil. O prazo de conclusão do projeto é de cinco meses e as propostas serão abertas em 25 de agosto. A licitação da SPI-177/342, em Mogi-Guaçu e Itapira, por fim, é para selecionar a empresa que vai elaborar o projeto executivo da recuperação da pista, pavimentação dos acostamentos e implantação de faixas adicionais do km 0,00 ao km 22,90. O prazo previsto de execução do projeto é de oito meses, com investimento de R$ 1,78 milhão e abertura das propostas em 6 de setembro.

Os editais fazem parte do segundo lote de licitações do pacote de obras do Estado, anunciado no final de junho pelo Governador Geraldo Alckmin. O investimento previsto é de R$ 360 milhões para melhorias em 51 municípios e 23 rodovias estaduais, atingindo 5,3 milhões de habitantes. 

sábado, 20 de maio de 2017

Parcerias Público Privadas, excelente opção de negócio



PPP para construção de 55 escolas em Minas Gerais entra em consulta pública
Empresas vencedoras serão responsáveis pela execução das obras e pela prestação de serviços não-pedagógicos nas unidades de educação
Gabrielle Vaz, do Portal PINIweb
18/Maio/2017

O Governo de Minas Gerais colocou em consulta pública o projeto da Secretaria de Estado da Educação (SEE) que pretende construir 55 novas escolas por meio de Parcerias Público-Privadas (PPP). A proposta começou a ser discutida em dezembro de 2015 e passou por Procedimento de Manifestação de Interesse (PMI) em fevereiro de 2017.



No PMI, diversas empresas se inscreveram como Andrade Gutierrez Engenharia S/A; Barbosa Mello Participações e Investimentos S/A; Concremat Engenharia e Tecnologia S/A; Construtora Calper Ltda.; Construtora Cowan S/A; e Construtora Norberto Odebrecht S/A.

Separado em quatro lotes de escolas, a concessão administrativa terá um contrato vigente por 30 anos que, durante o período, será responsável pela execução das obras de implantação e pela prestação de serviços não-pedagógicos de operação e manutenção de diversas escolas de ensino da rede pública estadual.

“A ideia é de um modelo de escola que preserve sua identidade visual e espacial, independente da geografia do terreno em que for construída. Um prédio cuja arquitetura atenda às necessidades tanto da educação, quanto das comunidades em seu entorno”, comenta o assessor da SEE, arquiteto Marcelo Amorim.

Será realizada também uma Auditoria Pública no dia 31 de maio no Banco de Desenvolvimento de Minas Gerais (BDMG) com intuito de apresentar e discutir a licitação pública e a contratação de PPP na modalidade de concessão administrativa.
As sugestões para a consulta pública podem ser recebidas até dia 9 de junho. Veja mais informações clicando aqui.

terça-feira, 9 de maio de 2017

Tecnologia para construção





Parede-diafragma


Confira todas as etapas de construção desse tipo de tecnologia para contenção de taludes

Reportagem: Giovanny Gerolla
Edição 57 - Março/2013

Paredes-diafragma são uma tecnologia de contenção de solos normalmente associada a tirantes. No entanto, nem sempre as condições de resistência do solo e de recuo de terreno em relação a construções vizinhas permite o uso de tirantes. 

Ainda assim, essa tecnologia pode ser viável, conforme explica o engenheiro Fadi Tanios El Khouri Hanna, da Sages Engenharia. "Escavamos o solo até encontrar rocha ou solo firme, onde o travamento das paredes é feito. Depois, isolamos o buraco escavado com chapas-espelho metálicas e concretamos, retirando as chapas à medida que se dá a cura do concreto."



 
Passo 1
As ferragens são preparadas em lamelas, neste caso com 2,5 m de largura. Prontas, devem ser armazenadas de modo que não fiquem sujas de terra ou lama.






          
 
Passo 2
Em todo o perímetro, canaletasguia ajudam a orientar a escavação com clamshell. Elas são formadas neste caso por duas vigas de concreto armado com 1,10 m de altura, paralelas e distantes 43 cm entre si. Ao final do processo, elas são destruídas.



Passo 3
A escavação é feita com o guindaste clamshell. Neste caso, a profundidade atingida é de 12 m. As aberturas são feitas a cada 2,5 m, onde as lamelas metálicas serão inseridas. A lama retirada é depositada até secar e, depois, é levada para fora do canteiro.



Passo 4
As lamelas metálicas são içadas por guindaste e inseridas nos pontos escavados.


Passo 5
Nas alças das armaduras são passadas travas de segurança que as mantêm suspensas 20 cm em relação ao fundo do buraco escavado para que o metal não toque a terra.

 
 
Passo 6
O tubo por onde a paredediafragma será concretada é içado pelo guindaste e direcionado para o ponto central da armadura. Ele deve atingir o ponto mais profundo da escavação, uma vez que a concretagem acontece de baixo para cima.



Passo 7
Quando um único tubo não é suficiente para atingir a profundidade, um segundo é içado e rosqueado ao que já foi inserido no buraco.

 
 
Passo 8
O bocal do tubo é deixado pronto para receber o funil por onde a betoneira despejará o concreto.




Passo 9
Chapas-junta são inseridas nas laterais de cada armadura, separando umas das outras.


Passo 10
Ao mesmo tempo, a bomba por onde circula lama bentonítica é ajustada para sugar o material expelido no fundo do buraco à medida que a concretagem avança.

 
 DICA                                                                                             

Dois silos de lama bentonítica utilizada para evitar desbarrancamentos e selar os poros do solo e um de água fazem a mistura que é enviada para os buracos, e recebem a lama que sai de lá após a concretagem. O transporte é feito por bombas.
Passo 11
O concreto é despejado pelo funil, passando pelo tubo até chegar à sua extemidade, onde ocorre a expulsão de uma bola que ali havia para evitar o acesso de lama bentonítica ao interior do tubo. A parede-diafragma é executada, então, em toda a sua profundidade.



Passo 12
Depois de curado o concreto, prepara-se o coroamento das paredes-diafragma. O primeiro passo é limpar a lama que se acumulou sobre a superfície.


Passo 13
O chamado concreto "podre" é retirado com um martelete. Nesse momento são afastadas as canaletas-guia, que orientaram as escavações.



Passo 14
São instalados os painéis de madeira que servirão de fôrma às vigas de coroamento da parede-diafragma. Depois de concretadas e curadas, essas vigas darão apoio à laje do piso térreo do edifício em construção.


Passo 15
Por fim, toda a lama previamente escavada é retirada do canteiro de obras por caminhões.

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